quarta-feira, 21 de março de 2012

Agradar muito com pouco

"Dizem que a mulher é sexo frágil...". Um dia desses homenageamos, cantando para um grupo de mulheres da escola onde trabalho. É gozado como é fácil para um homem demonstrar reconhecimento com pequenos e rápidos gestos. Mas me pergunto se seria fácil para a massa masculina, além deste dia, estender o reconhecimento deste maravilhoso e tão mutável universo feminino, no vai-e-vem do cotidiano.

Hoje li que se pode "homenagear" (leia-se "amaciar") uma mulher com até 100 reais. É claro que a matéria jornalística tem um quê de verdade, mas é ingênuo o homem que vê neste estratagema o meio para ganharmos a tão polêmica e pouco reconhecida "guerra dos sexos". Para os mais engajados, principalmente para o bloco dos "macho-men" e "mulheres no poder", dar um presente serviria apenas como um cala-boca, tal e qual é feito com o indígena, ao se comemorar o seu dia.

O fato é que perdemos muito com tudo isso. Perdemos nas grandes conquistas (a longo prazo), se nos prendemos em flores, caixas de bombons e arranjos musicais. Gastar cem reais quando ainda há mulheres que, embora tenham mais estudos, ganham menos que os homens, seria reconhecimento?

Sejamos racionais, companheiros machos: elas são três vezes mais tolerantes à dor, possuem milhões de neurônios a mais e ainda por cima existem em maior quantidade do que nós.

Creio que já está passando do tempo de controlarmos a situação. Talvez dividir o poder seja a melhor saída. Se elas resolverem se unir, certamente esta guerra estará perdida!

Recomendo esta simples e diplomática estratégia: Reconhecimento cotidiano; custa pouco mas vale muito.

Um comentário:

Juliana Caldeira disse...

Que lindo querido professor! *^_^* rsrs Mas é isso mesmo, os homens tem que dar mais valor e reconhecimento a nós mulheres,afinal o que seriam dos homens sem a enorme ajuda feminina, nao é mesmo?!!!